Ontem, na discussão que ocorreu na AR a propósito da iniciativa do PS sobre acompanhamento de crianças e pessoas com deficiência internadas, o PSD defendeu a revogação das taxas moderadoras no internamento.
Relembro que, no final do ano passado (creio), Manuela Ferreira Leite defendeu que o SNS deveria deixar de ser tendencialmente gratuito.
A não ser que o que ela tivesse querido realmente dizer era que o SNS deveria ser totalmente gratuito - o que eu, verdadeiramente (onde é que eu já ouvi isto), não acredito - não bate a bota com a perdigota.
Afinal qual deles é o verdadeiro PSD?
É o que diz uma coisa ou é o que diz outra coisa?
30 de abril de 2009
29 de abril de 2009
Com toda a pompa...
...aqui vão, finalmente, umas músicas para a minha amiga Pespireta (que está ciumentinha).Para que não nos esqueçamos nunca dos bons velhos tempos (que me trazem felizes memórias) em que foi cimentada, a ferro e fogo, a nossa amizade. São novas versões, porque as amizades também crescem e se modificam para melhor. E já estás a ganhar!!!
28 de abril de 2009
Pra não dizer que não falei de flores
Uma música de Geraldo Vandré para a minha amiga C.
(até rima, ehehe!)
Caminhando e cantando
E seguindo a canção
Somos todos iguais
Braços dados ou não
Nas escolas, nas ruas
Campos, construções
Caminhando e cantando
E seguindo a canção...
Vem, vamos embora
Que esperar não é saber
Quem sabe faz a hora
Não espera acontecer...
E seguindo a canção
Somos todos iguais
Braços dados ou não
Nas escolas, nas ruas
Campos, construções
Caminhando e cantando
E seguindo a canção...
Vem, vamos embora
Que esperar não é saber
Quem sabe faz a hora
Não espera acontecer...
Pelos campos há fome
Em grandes plantações
Pelas ruas marchando
Indecisos cordões
Ainda fazem da flor
Seu mais forte refrão
E acreditam nas flores
Vencendo o canhão...
Vem, vamos embora
Que esperar não é saber
Quem sabe faz a hora
Não espera acontecer...
Há soldados armados
Amados ou não
Quase todos perdidos
De armas na mão
Nos quartéis lhes ensinam
Uma antiga lição:
De morrer pela pátria
E viver sem razão...
Vem, vamos embora
Que esperar não é saber
Quem sabe faz a hora
Não espera acontecer...
Nas escolas, nas ruas
Campos, construções
Somos todos soldados
Armados ou não
Caminhando e cantando
E seguindo a canção
Somos todos iguais
Braços dados ou não...
Os amores na mente
As flores no chão
A certeza na frente
A história na mão
Caminhando e cantando
E seguindo a canção
Aprendendo e ensinando
Uma nova lição...
Vem, vamos embora
Que esperar não é saber
Quem sabe faz a hora
Não espera acontecer...
Ailabobama!
Aqui está tudo o que sempre intuí sobre Barack Obama e não conseguia explicar. Aqui está porque gosto do homem. Ainda bem que há gente inteligente que faz estes estudos interessantíssimos só para a gente poder dormir mais descansada. Brincadeiras à parte, foi um tema que sempre me interessou, este da comunicação não verbal.
Notícia de hoje da LUSA:
O Presidente dos Estados Unidos, Barack Obama, exibe uma expressão facial “congruente, consistente e verdadeira”, segundo o director do Laboratório de Expressão Facial da Emoção (FEELab) da Universidade Fernando Pessoa, Porto, Armindo Freitas-Magalhães.
“os movimentos e linguagens faciais do presidente Obama são simétricos e articulados com o discurso verbal e contexto nos quais são produzidos e exibidos”.
O FEELab está a desenvolver um estudo inédito da expressão e linguagens faciais de Barack Obama, integrado no projecto científico “Neuropsicofisiologia da face: Os movimentos e linguagens em figuras públicas”.
“a matriz científica consensual que se aplica no exercício do estudo da expressão facial revela coerência psicofisiológica, particularmente das unidades de acção muscular associadas aos estados emocionais”.
Um dos exemplos daquela “harmonia facial” é o sorriso do presidente norte-americano, definido como “um modelo de sorriso verdadeiro, porque cumpre, na íntegra, os pressupostos da intensidade, duração e congruência contextual”.
Para o pioneiro em Portugal dos estudos científicos sobre a funções e repercussões do sorriso na comunicação humana, “a expressividade verdadeira e espontânea justifica a facilidade, aceitação e o sucesso mundial da interacção comunicativa” do presidente dos Estados Unidos e representa “um estudo de caso público exemplar no âmbito da ciência da face humana”.
Notícia de hoje da LUSA:
O Presidente dos Estados Unidos, Barack Obama, exibe uma expressão facial “congruente, consistente e verdadeira”, segundo o director do Laboratório de Expressão Facial da Emoção (FEELab) da Universidade Fernando Pessoa, Porto, Armindo Freitas-Magalhães.
“os movimentos e linguagens faciais do presidente Obama são simétricos e articulados com o discurso verbal e contexto nos quais são produzidos e exibidos”.
O FEELab está a desenvolver um estudo inédito da expressão e linguagens faciais de Barack Obama, integrado no projecto científico “Neuropsicofisiologia da face: Os movimentos e linguagens em figuras públicas”.
“a matriz científica consensual que se aplica no exercício do estudo da expressão facial revela coerência psicofisiológica, particularmente das unidades de acção muscular associadas aos estados emocionais”.
Um dos exemplos daquela “harmonia facial” é o sorriso do presidente norte-americano, definido como “um modelo de sorriso verdadeiro, porque cumpre, na íntegra, os pressupostos da intensidade, duração e congruência contextual”.
Para o pioneiro em Portugal dos estudos científicos sobre a funções e repercussões do sorriso na comunicação humana, “a expressividade verdadeira e espontânea justifica a facilidade, aceitação e o sucesso mundial da interacção comunicativa” do presidente dos Estados Unidos e representa “um estudo de caso público exemplar no âmbito da ciência da face humana”.
Ora diguem lá....é lindo ou não é lindo o sorriso deste homem?
27 de abril de 2009
Outra pérola!
"o Governo não está disponível para reabrir matérias de ordem salarial"
"não é momento para distracções"
Foi o que disse hoje o secretário de Estado da Administração Pública, Gonçalo Castilho dos Santos, respondendo desta forma à Frente Comum dos Sindicatos da Administração Pública no final da primeira ronda negocial para a implementação da contratação colectiva.
Parece que, portanto, se pode concluir que, para os membros deste nosso Governo, a luta dos trabalhadores por
melhores salários e
melhor qualidade de vida é
apenas e só
uma distração.
Neste caso, em vez de serem pérolas a porcos,
eles são é uns grandes porcos sem pérolas nenhumas...iac...ca nojo!
O meu besnico de gente…

…surpreendeu-me este fim-de-semana com novas palavras: có-ân (collant), bigo (umbigo), meia e mó-a (mola). Esta última tem uma história engraçada. Imagino o que se terá passado na cabeça da besnica enquanto conversava ontem ao colo da sua mãe, as duas à janela, com a roupa a secar na corda. É que a moça não desiste enquanto eu não adivinho o que ela quer realmente dizer (e nisso faz muitíssimo bem, digo eu).
O nosso diálogo:
Besbica – mó-a!
Mãe – Pois é, é a bola! Muito bem!
Besnica – mó-a!
Mãe – Sim, sim, é a bola do candeeiro, pois é. A Joana é muito esperta.
Besnica – mó-a!
Mãe – Onde filha? A mãe não está a ver mais bolas!
Besnica – mó-a!
Mãe (que pára finalmente para pensar e para ver em que direcção segue o seu olhar) – ahhhh! Mola, queres tu dizer!
Besnica – um grande sorriso de felicidade (ou de complacência, quem sabe)!
24 de abril de 2009
O Binte e Cinco!
O aroma da
revolução
já paira no ar
e amanhã
vou andar de

ao peito
CRAVO
O cravo é um instrumento de cordas com um teclado, tal como o piano, mas enquanto neste último o som é obtido com o martelar das cordas (com martelos), no cravo o som resulta de pinçar ou beliscar as cordas (com lamelas).
CRAVO
O cravo é uma flor de curta duração, que floresce naturalmente no princípio do verão (ou final da Primavera). Pode no entanto ser cultivada em jardins e estufas para florescer em qualquer altura do ano. Pode ter várias cores como branco, amarelo, rosa ou vermelho, diversos tons e até combinações de cores como pétalas brancas com as pontas cor-de-rosa.
CRAVO
O cravo, flor simbólica daquele dia mágico, era o centro das atenções.
Culpa em Entre-os-Rios IV
O verborreico do Marinho Pinto também concorda comigo. Acho que ele deve andar a espreitar o meu blogue....ehehe! Não me sabia tão famosa!
Então, ele diz assim numa notícia da LUSA:
"O que o Governo está a fazer é dar dinheiro às pessoas para pagarem as custas judiciais",
"a decisão, em termos políticos, é uma discriminação", além de ser contrária à lei.
"O que o Governo tem a fazer é alterar a Lei das Custas Judiciais", defendeu.
"Só são permitidas isenções de custas judiciais que estão na própria lei. Tem que ser um acto normativo que derive da lei, de forma geral, objectiva e abstracta"
Para Marinho Pinto, o executivo não poderia, nestas circunstâncias, tomar "uma decisão dirigida a um indivíduo concreto, ou a um conjunto de indivíduos concretos".
E diz mais, mas para o caso já não me interessa nada.
Então, ele diz assim numa notícia da LUSA:
"O que o Governo está a fazer é dar dinheiro às pessoas para pagarem as custas judiciais",
"a decisão, em termos políticos, é uma discriminação", além de ser contrária à lei.
"O que o Governo tem a fazer é alterar a Lei das Custas Judiciais", defendeu.
"Só são permitidas isenções de custas judiciais que estão na própria lei. Tem que ser um acto normativo que derive da lei, de forma geral, objectiva e abstracta"
Para Marinho Pinto, o executivo não poderia, nestas circunstâncias, tomar "uma decisão dirigida a um indivíduo concreto, ou a um conjunto de indivíduos concretos".
E diz mais, mas para o caso já não me interessa nada.
Desafio engraçado
Vi este desafio no blogue da Pespireta e achei muita piada!!
O desafio consiste em :Ir ao Google Images e escrever as tuas respostas às seguintes perguntas:
1 - Qual é o teu nome?
2 - Qual é a tua comida favorita?
3 - Qual é a tua cidade natal?
4 - Qual é a tua cor favorita?
5 - Qual é o teu filme favorito?
6 - Qual é a tua bebida favorita?
7 - Quais são as tuas férias de sonho?
8 - Qual é a tua sobremesa favorita?
9 - Qual é a palavra que melhor te descreve?
10 - O que estás a sentir neste momento?
11 - O que é que mais gostas no mundo inteiro?
12 - O que é que queres ser quando fores grande?
Depois, é só escolheres uma imagem das 3 primeiras páginas, guardá-las e postá-las no teu blog!
Estas são as minhas imagens:
O desafio consiste em :Ir ao Google Images e escrever as tuas respostas às seguintes perguntas:
1 - Qual é o teu nome?
2 - Qual é a tua comida favorita?
3 - Qual é a tua cidade natal?
4 - Qual é a tua cor favorita?
5 - Qual é o teu filme favorito?
6 - Qual é a tua bebida favorita?
7 - Quais são as tuas férias de sonho?
8 - Qual é a tua sobremesa favorita?
9 - Qual é a palavra que melhor te descreve?
10 - O que estás a sentir neste momento?
11 - O que é que mais gostas no mundo inteiro?
12 - O que é que queres ser quando fores grande?
Depois, é só escolheres uma imagem das 3 primeiras páginas, guardá-las e postá-las no teu blog!
Estas são as minhas imagens:
23 de abril de 2009
Culpa em Entre-os-Rios III
Caríssimos,
Parece que há novos desenvolvimentos quanto a esta mirabolante história.
Dizem os nossos órgãos de comunicação social que o Governo decidiu aumentar o valor das indemnizações a pagar às famílias das vítimas para compensar o valor das custas que estas teriam que pagar a propósito do processo que moveram contra o Estado.
Mais uma vez o Governo minimiza este assunto, fazendo passar a ideia de que o que está em causa são apenas questões monetárias.
O que é, meu amigos, muito triste.
A falta de respeito evidenciada até hoje quanto a este caso perpetua-se na resolução do Conselho de Ministros agora aprovada.
Aqui vai o texto:
"Resolução do Conselho de Ministros que estabelece que as indemnizações pagas aos herdeiros das vítimas da queda da ponte sobre o rio Douro, em Entre-os-Rios e Castelo de Paiva, devem ser acrescidas de compensação no valor das despesas tidas com custas judiciais suportadas em processos directamente resultantes do referido sinistro. Esta Resolução prevê que ao valor já atribuído aos herdeiros das vítimas da queda da ponte de Entre-os-Rios seja acrescido o valor equivalente aquele que os referidos herdeiros suportam com custas judicias em processos directamente resultantes desse trágico sinistro, no âmbito da Resolução de 2001 que estabeleceu o procedimento de determinação e o pagamento das indemnizações. Estes prejuízos relativos aos valores das custas judiciais não eram previsíveis, quer no momento da decisão que culminou na referida Resolução do Conselho de Ministros, quer no momento da determinação, pela comissão especialmente criada para o efeito, dos montantes indemnizatórios a pagar pelo Estado. O Estado, que desde o primeiro momento reconheceu as características particulares do caso e as necessidades de protecção dos herdeiros das vítimas de tão funesto evento, assume agora a premência de complementar o regime previsto em 2001, por razões de solidariedade e de justiça social"
Parece que há novos desenvolvimentos quanto a esta mirabolante história.
Dizem os nossos órgãos de comunicação social que o Governo decidiu aumentar o valor das indemnizações a pagar às famílias das vítimas para compensar o valor das custas que estas teriam que pagar a propósito do processo que moveram contra o Estado.
Mais uma vez o Governo minimiza este assunto, fazendo passar a ideia de que o que está em causa são apenas questões monetárias.
O que é, meu amigos, muito triste.
A falta de respeito evidenciada até hoje quanto a este caso perpetua-se na resolução do Conselho de Ministros agora aprovada.
Aqui vai o texto:
"Resolução do Conselho de Ministros que estabelece que as indemnizações pagas aos herdeiros das vítimas da queda da ponte sobre o rio Douro, em Entre-os-Rios e Castelo de Paiva, devem ser acrescidas de compensação no valor das despesas tidas com custas judiciais suportadas em processos directamente resultantes do referido sinistro. Esta Resolução prevê que ao valor já atribuído aos herdeiros das vítimas da queda da ponte de Entre-os-Rios seja acrescido o valor equivalente aquele que os referidos herdeiros suportam com custas judicias em processos directamente resultantes desse trágico sinistro, no âmbito da Resolução de 2001 que estabeleceu o procedimento de determinação e o pagamento das indemnizações. Estes prejuízos relativos aos valores das custas judiciais não eram previsíveis, quer no momento da decisão que culminou na referida Resolução do Conselho de Ministros, quer no momento da determinação, pela comissão especialmente criada para o efeito, dos montantes indemnizatórios a pagar pelo Estado. O Estado, que desde o primeiro momento reconheceu as características particulares do caso e as necessidades de protecção dos herdeiros das vítimas de tão funesto evento, assume agora a premência de complementar o regime previsto em 2001, por razões de solidariedade e de justiça social"
22 de abril de 2009
Pirosices
(mas que paneleirice é esta agora com os anjinhosss? daaaaa.....)Acho que vou iniciar uma nova rubrica no meu blog: Maravilhosas Pirosices (ou coisa parecida...!). Há sugestões?
- Piroso: diz-se de um indíviduos de mau gosto.
- Do adjectivo piroso deriva a palavra piroseira que é um substantivo abstracto derivado acrescido do sufixo -eira. Corresponde à qualidade daquilo que é piroso.
E mais um texto mto engraçado que copiei de um blog qualquer que não conheço -http://placard.weblog.com.pt/arquivo/126650.html :
- Piroseira, substantivo feminino de origem lusitana, provavelmente utilizado pela primeira vez em Terras de Viriato, em época incerta. Vírus atípico de origem desconhecida, geração espontânea e propagação esquizofrénica em qualquer ambiente, mesmo considerado adverso. Multiplicação acelerada em colónia, vivendo em meios húmidos e levemente aquecidos. Apresenta-se em qualquer dos géneros masculino, feminino ou outro. Geograficamente circunscrito a um tosco rectângulo desenhado por Sagres e Vila Real de Santo António a sul e por Valença e Miranda do Douro a norte. Indomável relativamente ao regime de quarentena a que apenas se submete face à presença elementos do Serviço de Estrangeiros e Fronteiras. Resistente à doença das vacas loucas e à febre carraça mas frequentemente afectado pela presença de vapores de álcool que podem potenciar-lhe os efeitos e os sintomas. Espalha-se indistintamente por meios urbanos e rurais, especialmente na época de Verão, podendo encontrar-se na maioria das feiras e romarias, mesmo depois do pôr do sol e ao som de violas eléctricas amplificado à potência "n".
Não confundir com pirose, dispepsia com sensação de calor na parte inicial do aparelho digestivo, acompanhada de excessiva secreção salivar; ardor que se sente no estômago; azia. Que é, frequentemente, uma consequência da infecção com piroseira, usualmente tratada com água gaseificada, sais de fruta ou alkazelser nos dias imediatos à detecção dos sintomas.
Chamem-me...
21 de abril de 2009
Quereres
Aposto que o Caetano escreveu esta letra só para chatear uma ex-namorada qualquer...ou namorado. Que eu cá não discrimino ninguém. Ou então estava a explicar ao actual que não ia mudar nada do que era e também não queria que ela/ele mudasse nada do que estava a ser. Mas isso também não queria dizer que tudo ia correr bem.
Mas o que estou eu para aqui a dizer?
Onde queres revólver, sou coqueiro
E onde queres dinheiro, sou paixão
Onde queres descanso, sou desejo
E onde sou só desejo, queres não
E onde não queres nada, nada falta
E onde voas bem alto, eu sou o chão
E onde pisas o chão, minha alma salta
E ganha liberdade na amplidão
Onde queres família, sou maluco
E onde queres romântico, burguês
Onde queres Leblon, sou Pernambuco
E onde queres eunuco, garanhão
Onde queres o sim e o não, talvez
E onde vês, eu não vislumbro razão
Onde o queres o lobo, eu sou o irmão
E onde queres cowboy, eu sou chinês
Ah! Bruta flor do querer
Ah! Bruta flor, bruta flor
Onde queres o acto, eu sou o espírito
E onde queres ternura, eu sou tesão
Onde queres o livre, decassílabo
E onde buscas o anjo, sou mulher
Onde queres prazer, sou o que dói
E onde queres tortura, mansidão
Onde queres um lar, revolução
E onde queres bandido, sou herói
Eu queria querer-te amar o amor
Construir-nos dulcíssima prisão
Encontrar a mais justa adequação
Tudo métrica e rima e nunca dor
Mas a vida é real e de viés
E vê só que cilada o amor me armou
Eu te quero (e não queres) como sou
Não te quero (e não queres) como és
Ah! Bruta flor do querer
Ah! Bruta flor, bruta flor
Onde queres comício, flipper-vídeo
E onde queres romance, rock’n roll
Onde queres a lua, eu sou o sol
E onde a pura natura, o inseticídio
Onde queres mistério, eu sou a luz
E onde queres um canto, o mundo inteiro
Onde queres quaresma, fevereiro
E onde queres coqueiro, eu sou obus
O quereres e o estares sempre a fim
Do que em mim é de mim tão desigual
Faz-me querer-te bem, querer-te mal
Bem a ti, mal ao quereres assim
Infinitivamente pessoal
E eu querendo querer-te sem ter fim
E, querendo-te, aprender o total
Do querer que há e do que não há em mim
(e o pequeno filme delicioso em que o Chico se engana na cantilena. Tem muito sentido de humor, este senhor!)
Conversa com o sobrinho
Sobrinho (que é o meu): Ó tia...sabes que lá na escola não me deixam andar com o chapéu? Só deixam andar alguns meninos... achas isso justo, achas?
Tia (que sou eu): Mas...porque é que só deixam alguns meninos andar com chapéu?
Sobrinho (que é o meu): Ó tia... até parece que nunca andaste na escola!
(Só faltava acrescentar: já não te lembras que nas escolas acontecem estas coisas assim estranhas?)
Os números das coisas
Não resisto a publicar um post com o título de uma notícia no JN de hoje. Aqui vai:
"Fármacos para fertilidade comparticipados em 69%"
Gostaria imenso que este título não tivesse sido escolhido por acaso. Isso significa que há por aí jornalistas de requintada subtileza e sentido de humor. O que é óptimo.
(e gostaria também que os números estivessem mesmo correctos)
(e já agora quero também louvar a pessoa que escolheu o valor da comparticipação)
(talvez a pessoa, ou grupos de pessoas, que escolheu o valor da comparticipação seja daquele tipo que acredita que as coincidências não existem e, por isso, não tenha escolhido o valor ao acaso)
(e eu também gostaria de pensar que escolher estes números assim tão bem escolhidos é um excelente sinal para os casais com problemas de infertilidade)
(porque isso quer dizer que, se os tais casais forem do mesmo estilo das pessoas acima citadas, então vão crer que as suas probabilidades de concepção estão, a partir de agora, aumentadas)
(o que é óptimo)
(porque uma coisa está ligada à outra coisa e assim tudo faz muito mais sentido)
(o que é excelente)
(e óptimo)
(e já tinha dito que era óptimo?)
19 de abril de 2009
Linda, linda!
Fausto ( http://attambur.com/Noticias/20021t/fausto.htm)canta este poema de Viriato Cruz, poeta angolano, considerado um dos mais importantes impulsionadores de uma poesia regionalista angolana nas décadas de 40 e 50 (mais informação aqui http://www.lusofoniapoetica.com/index.php/content/category/6/23/320/).
Mandei-lhe uma carta em papel perfumado e com letra bonita eu disse ela tinha um
sorrir
luminoso tão quente e gaiato como o sol de Novembro brincando de artista nas acácias floridas espalhando diamantes na fímbria do mar e dando o calor ao sumo das mangas
Sua pele macia era suma-uma sua pele macia da cor do jambo cheirando a rosas sua pele macia guardava as doçuras do corpo rijo tão rijo e tão
doce
como um maboque seus seios laranja laranjas do Loge seus dentes marfim mandei-lhe essa carta e ela disse que não
Mandei-lhe um cartão que o amigo maninho tipografou "por ti sofre o meu coração" num canto "sim" noutro canto "não" e ela o canto do "não" dobrou Mandei-lhe um recado pela Zefa do sete pedindo e rogando de joelhos no chão pela Sra do Cabo, pela Sta Efigénia me desse a ventura do seu namoro
e ela disse que não
Levei à Vó Xica, quimbanda de fama a areia da marca que o seu pé deixou para que fizesse um feitiço forte e seguro que nela nascesse um amor como o meu e o feitiço falhou esperei-a de tarde à porta da fábrica ofertei-lhe um colare um anel e um broche paguei-lhe doces na calçada da missão ficamos num banco do largo da estátua
afaguei-lhe as mãos
falei-lhe de amor
e ela disse que não
Andei barbudo, sujo e descalço como um monangamba procuraram por mim não viu ai não viu não viu Benjamim e perdido me deram no morro da Samba Para me distrair levaram-me ao baile do Sr. Januário, mas ela lá estava num canto a rir, contando o meu caso às moças mais lindas do bairro operário Tocaram a rumba e dancei com ela e
num passo maluco voamos na sala qual uma estrela riscando o céu
e a malta gritou "Aí Benjamim" Olhei-a nos olhos
sorriu para mim
pedi-lhe um beijo lá lá lá lá lá lá lá lá lá lá
E ela disse que sim
E ela disse que sim
E ela disse que sim
Mandei-lhe uma carta em papel perfumado e com letra bonita eu disse ela tinha um
sorrir
luminoso tão quente e gaiato como o sol de Novembro brincando de artista nas acácias floridas espalhando diamantes na fímbria do mar e dando o calor ao sumo das mangas
Sua pele macia era suma-uma sua pele macia da cor do jambo cheirando a rosas sua pele macia guardava as doçuras do corpo rijo tão rijo e tão
doce
como um maboque seus seios laranja laranjas do Loge seus dentes marfim mandei-lhe essa carta e ela disse que não
Mandei-lhe um cartão que o amigo maninho tipografou "por ti sofre o meu coração" num canto "sim" noutro canto "não" e ela o canto do "não" dobrou Mandei-lhe um recado pela Zefa do sete pedindo e rogando de joelhos no chão pela Sra do Cabo, pela Sta Efigénia me desse a ventura do seu namoro
e ela disse que não
Levei à Vó Xica, quimbanda de fama a areia da marca que o seu pé deixou para que fizesse um feitiço forte e seguro que nela nascesse um amor como o meu e o feitiço falhou esperei-a de tarde à porta da fábrica ofertei-lhe um colare um anel e um broche paguei-lhe doces na calçada da missão ficamos num banco do largo da estátua
afaguei-lhe as mãos
falei-lhe de amor
e ela disse que não
Andei barbudo, sujo e descalço como um monangamba procuraram por mim não viu ai não viu não viu Benjamim e perdido me deram no morro da Samba Para me distrair levaram-me ao baile do Sr. Januário, mas ela lá estava num canto a rir, contando o meu caso às moças mais lindas do bairro operário Tocaram a rumba e dancei com ela e
num passo maluco voamos na sala qual uma estrela riscando o céu
e a malta gritou "Aí Benjamim" Olhei-a nos olhos
sorriu para mim
pedi-lhe um beijo lá lá lá lá lá lá lá lá lá lá
E ela disse que sim
E ela disse que sim
E ela disse que sim
Podem ouvi-la ali ao lado no meu mixpod (fico maravilhada com estas...hum...maravilhas...da tecnologia)! Aconselho vivamente a ouvir e ler ao mesmo tempo. Um pequeno/grande momento de prazer.
Deus que me perdoe...
18 de abril de 2009
17 de abril de 2009
Uma música para a minha amiga C
Crazy, de Grnars Barkley
I remember when, I remember, I remember when I lost my mind
There was something so pleasant about that face
Even your emotions had an echo
And so much space
And when you're out there
Without care,
Yeah, I was out of touch
But it wasn't because I didn't know enough
I just knew too much
Does that make me crazy?
Does that make me crazy?
Does that make me crazy?
Probably
And I hope that you are having the time of your life
But think twice, that's my only advice
Come on now, who do you, who do you, who do you, who do you think you are,
Ha ha ha bless your soul
You really think you're in control
Well, I think you're crazy
I think you're crazy
I think you're crazy
Just like me
My heroes had the heart to lose their lives out on a limb
And all I remember is thinking, I want to be like them
Ever since I was little, ever since I was little it looked like fun
And it's no coincidence I've come
And I can die when I'm done
Maybe I'm crazy
Maybe you're crazy
Maybe we're crazy
Probably
16 de abril de 2009
Sobre beijos!

Mas um beijo pode ser dado em qualquer altura e, quando duas pessoas gostam uma da outra, não é um prelúdio ao acasalamento, mas o sinal de um sentimento profundo. Há beijos ardentes, sôfregos, ou beijos folgazões, e também há beijos vibrantes e suaves como as penas da catatua. É como se, na linguagem complexa do amor, houvesse uma palavra que só pudesse ser pronunciada quando os lábios se tocam, um contrato silêncioso selado por um beijo. O sexo pode ser árido, elementar, não ter nada de romântico, mas o beijo é o cúmulo da voluptuosidade, é perder tempo e expandir o espírito no doce ofício do romance, é quando os ossos tremem, a expectativa aumenta, e a recompensa é adiada de propósito, num saboroso tormento, para que se vá criando um delicioso crescendo de emoção e paixão.
(Uma História Natural dos Sentidos, de Diane Ackerman)
Culpa em Entre-os-Rios II
Não costumo reagir desta forma perante as cenas mirabulantes que vou vendo acontecer todos os dias. E não é nada difícil deparar-me com elas, basta que leia jornais. Só que esta história das custas processuais que estão a ser exigidas às famílias das vítimas, enoja-me. Revolve-me as entranhas.
Quero contribuir para que esta autêntica parvoeira não venha a concretizar-se e, por isso, e já que as petições estão agora tão na moda, sugiro que alguma mente iluminada elabore mais uma – uma que, desta vez, tenha um objectivo louvável (modéstia à parte) – com a finalidade de promover a alteração legislativa necessária para que ninguém pague nada. Petição que, depois de recolhidas as assinaturas necessárias, será discutida na Assembleia da República. Sugiro ainda que sejam recolhidas assinaturas de pessoas “sonantes” e que se envolva gente que, à partida, não tenha interesse directo no assunto, ou seja, que não seja um dos familiares que tem custas a pagar. E adianto que serei uma das pessoas “não sonantes” a contribuir com a minha assinatura, que neste caso, sonante ou não, uma assinatura vale uma assinatura.
Lanço daqui o desafio.
P.S. Agora ocorre-me que o melhor seria que os Grupos Parlamentares desatassem já a elaborar as iniciativas legislativas. Aposto que o CDS vai ser o primeiro...
Quero contribuir para que esta autêntica parvoeira não venha a concretizar-se e, por isso, e já que as petições estão agora tão na moda, sugiro que alguma mente iluminada elabore mais uma – uma que, desta vez, tenha um objectivo louvável (modéstia à parte) – com a finalidade de promover a alteração legislativa necessária para que ninguém pague nada. Petição que, depois de recolhidas as assinaturas necessárias, será discutida na Assembleia da República. Sugiro ainda que sejam recolhidas assinaturas de pessoas “sonantes” e que se envolva gente que, à partida, não tenha interesse directo no assunto, ou seja, que não seja um dos familiares que tem custas a pagar. E adianto que serei uma das pessoas “não sonantes” a contribuir com a minha assinatura, que neste caso, sonante ou não, uma assinatura vale uma assinatura.
Lanço daqui o desafio.
P.S. Agora ocorre-me que o melhor seria que os Grupos Parlamentares desatassem já a elaborar as iniciativas legislativas. Aposto que o CDS vai ser o primeiro...
Cheira a cravinho!
Está boa, está boa! Estes Deputados têm, às vezes, algum sentido de humor: Hugo Velosa diz na Assembleia da República que as inciativas do BE que estão hoje em discussão, sobre o sigilo bancário, criminalidade financeira e imposto sobre grandes fortunas... "cheiram a Cravinho"!
Culpa em Entre-os-Rios I
Parece que afinal as custas são de 57mil euros e não de meio milhão (como se isso fosse o "gist" da questão). Parece que assim as famílias são um bocadinho menos culpadas (em cerca de meio milhão menos 57mil...er... é fazer as contas!) pela morte dos seus familiares. Parece que o verborreico Pinto Monteiro já veio dizer que é pena, mas a lei é inegociável. É assim: ou há lei para todos ou não há lei para nenhum. Quer-se dizer, ou há lei para todos em geral ou não há lei para nenhum em particular (ao contrário). Tenho dito! - Eu sei que estou a plagiar o JMB, mas parece que não faz muito mal - E parece que assim que tiver a documentação Entre-as-Mãos, o Governo vai avaliar as queixas dos familiares das vítimas. Parece que agora que o Governo tomou o assunto Entre-as-Mãos, ele vai finalmente resolver-se. Parece-vos que estou a ser irónica? Parece também que o Instituto que tinha Entre-as-Mãos a fiscalização da segurança das obras de arte portuguesas era tutelado pelo Governo. Parece que não era este, mas outro. Mas também parece que são todos muito iguais.
O que realmente parece é que a ponte de Entre-os-Rios desabou, e continua a desabar, por Entre-as-Mãos de alguém.
Parece-vos que isto cheira bem?
O que realmente parece é que a ponte de Entre-os-Rios desabou, e continua a desabar, por Entre-as-Mãos de alguém.
Parece-vos que isto cheira bem?
15 de abril de 2009
Culpa em Entre-os-Rios
A justiça portuguesa quer cobrar meio milhão de euros de custas às famílias das vítimas do acidente que todos conhecemos. Estavam redondamente enganados os que disseram que, mais uma vez, a culpa ia morrer solteira. Em Portugal é assim, a justiça tarda mas não falha. Podem não haver culpados no final do julgamento, mas condenados é que nunca faltam. Nem que a vaca tussa!
14 de abril de 2009
Jornalismo da treta
As notícias sobre a recente troca de palavreado entre Francisco George e a Ministra da Educação são mais um exemplo de como vai mal o jornalismo em Portugal.
Pois que o homem não foi alarmista, apenas deu como exemplo uma medida que poderia ser tomada para tentar amenizar o problema das carências alimentares de alguns alunos, nalgumas escolas. Não apresentou nenhuma proposta concreta nem oficial, tratou-se apenas de um exemplo.
Ontem de manhã, na TSF, ouvi a primeira reacção da Ministra da Educação, dizendo que não tinha conhecimento oficial da proposta (naturalmente) e que era um assunto para pensar. Pareceu-me uma reacção natural e de bom-senso.
Ora a parva da Ministra, depois de ter trocado impressões com os seus brilhantes assessores, veio dizer, numa segunda reacção, com alguma agressividade, que as escolas já tomavam conta desses casos e que não havia razões para alarme.
E o DN já diz numa notícia de hoje (numa interpretação do jornalista que eu considero ser errada) que a Lurdes não gostou das declarações do Xico.
Mas se bem me recordo, ela não disse que ele estava a ser alarmista. Disse, isso sim, que o assunto estava a ser divulgado de forma alarmista, o que é bem diferente.
Ou seja, fabricou-se um alarmismo jornalístico com base em declarações até interessantes do Francisco e más interpretações da reacção da Lurdes. Mais uma vez se prova que alguns órgãos de comunicação social querem é polémicas da treta baseadas em interpretações forçadas e até enviosadas daquilo que os intervenientes dizem. É se é assim com uma coisita de caracacá, o que será com assuntos bem mais importantes!
13 de abril de 2009
Trocas e baldrocas
O que diriam se o vosso irmão por afinidade namorasse com uma antiga amante do vosso padrasto? Que é, por sinal, velha demais para um e foi, por sinal, nova demais para o outro. Já para não falar do facto da dita ter conhecido o dito quando o dito ainda era criança. Há histórias reais levadas da breca que parecem copiadas de autênticas telenovelas. Bem, os autores lá sabem onde vão buscar a inspiração.
Asa - Fire on the mountain - Gosto!

Ora aqui vai mais música, que ouvi na RDP África. O nome da menina é Asa (pronuncia-se Asha) Jailer, uma cantora nigeriana de world music. Está a causar furor com o seu novo álbum - Asa - uma mistura de soul, folk e pop, tudo inteligentemente misturado com as suas raízes africanas (ok, isto não fui eu que disse, copiei de um lado qualquer, lol).
O site oficial no Myspace
8 de abril de 2009
Augusto Santos Silva volta a malhar!
O nosso Ministro dos Assuntos Parlamentares, o tal da barba bem feita de que eu tanto gosto, voltou a fazer o gostinho ao dedo. Voltou a dar uma malhadela na oposição, neste caso no PEV. Só que desta vez foi um pouco para o fracote. Temos que admitir que a malhar no PEV, o Primeiro-Ministro é bastante melhor! Para além disso, meteu ali uma boca à força, relativamente ao BE, que não se percebeu muito bem onde queria chegar... o BE tem ciúmes? Isso mais parece conversa de gaja, ó Augusto! Tu vê lá, andas a ler muita revista de fofocas. Estou a ficar desiludida, ó Santos... Olha que ainda substituo a minha preferência por outra qualquer. Mas desta vez por alguém que malhe apenas nos seus próprios músculos, que um bom par de gémeos também faz falta e ajuda a alegrar a malta.
7 de abril de 2009
Bruce Springsteen - I'm on fire - Gosto!

Ai moces, que até eu tenho calores!
Im driving in my car, I turn on the radio
Im pulling you close, you just say no
You say you dont like it, but girl I know youre a liar
`cause when we kiss, fire
Late at night Im takin you home
I say I wanna stay, you say you wanna be alone
You say you dont love me,
girl you cant hide your desire
`cause when we kiss, fire
You had a hold on me, right from the start
A grip so tight I couldnt tear it apart
My nerves all jumpin actin like a fool
Well your kisses they burn
but your heart stays cool
Romeo and juliet,
samson and delilah
Baby you can bet their love they didnt deny
Your words say split
but your words they lie
`cause when we kiss, fire!
Bobby Darin - Gosto!

Outro senhor que ouvi recentemente. Conhecia algumas das suas músicas de ouvido, mas não o artista. Pelos vistos até se fez um filme sobre a sua vida, em que o autor e actor principal, que o representava, era o Kevin Spacey. E o Kevin também canta!
A sua música "Beyond the sea" aqui: http://www.youtube.com/watch?v=SEIDep_UMmk&playnext=1&playnext_from=QL
Mais sobre a sua vida aqui: http://www.sing365.com/music/lyric.nsf/Bobby-Darin-Biography/F777879DEFB6564E48256C320022CAE5
E também sobre o tal filme: http://musica.uol.com.br/ultnot/reuters/2004/10/25/ult279u4828.jhtm
Amaciador de roupa = óleo de massagem

Já repararam no mais recente (pelo menos para mim) anúncio televisivo ao Quanto, famoso amaciador de roupa? Acabei de o ver e despertou-me imediatamente o interesse por explorar uma nova área de negócio. É que agora, quando adquirirem o produto em questão, estão ao fazer uma compra ao verdadeiro estilo “tu áin uane”, que é como quem diz, “dois em um”. O que é de excepcional valor em tempos de crise. Não acreditam? Pois é mesmo verdade: o amaciador tanto dá para amaciar roupa como para amaciar a pele. Quais óleos, quais cremes, quais carapuça... amaciador de roupa é que está a dar! Porque outra razão terminaria o pequeno filme publicitário com uma moça jeitosa a ser languidamente massajada? É que nem de outra coisa se poderia tratar!
Sismo em Itália
Espero estar enganada, mas esta história dos mais recentes sismos (ela é nos Açores, ela é em Itália) cheira-me a esturro. É mesmo bom que a ANPC repita o tal simulacro, a ver se desta vez corre um pouco melhor. De qualquer forma, esta é uma boa ocasião (não a esperaria tão cedo) para falar da minha segunda e última experiência sísmica, como fiz referência num post anterior.
Aconteceu na Guiné, numa bela noite de Verão/Inverno (Verão lá, Inverno cá) depois de uma excepcional patuscada de ostras “au naturel”, de fazer inveja a qualquer Jamie Oliver, abertas numa fogueira, em pleno areal de uma bonita praia. Infelizmente, as tais ostras provocaram em mim uma valente catástrofe lá para os lados dos intestinos… Passei a noite com uma alta má disposição, misturada com pesadelos e com o tal sismo que continuo a jurar a pés juntos que realmente aconteceu. Estranhamente, ninguém mais o sentiu! Áááá… e a juntar a tudo isto, lembro-me ainda de ter saído da tenda para me certificar de que não estava a ocorrer nenhum tsunami (já estou mesmo a ver os comentários: ó espiga, um tsunami tiveste tu num sítio que eu cá sei!).
Guardo uma memória muito atribulada dessa noite! Não sei porquê, mas ninguém me acompanhou, nem acompanha ainda, nesta minha segura convicção. Será que as ostras afectaram algo mais para além dos meus massacrados intestinos?
6 de abril de 2009
Blue Moon - Amália na Broadway
Blue Moon - Gosto!
Blue moon, you saw me standing alone
Without a dream in my heart
Without a love of my own
Blue moon, you know just what I was there for
You heard me saying a prayer for
Someone I really do care for
And then suddenly appeared before me
The only one my arms could ever hold
I heard somebody whisper please adore me
But when I looked that moon had turned to gold
Blue moon, now I'm no longer alone
Without a dream in my heart
Without a love of my own
Without a love of my own
Blue moon
Without a dream in my heart
Without a love of my own
Blue moon, you know just what I was there for
You heard me saying a prayer for
Someone I really do care for
And then suddenly appeared before me
The only one my arms could ever hold
I heard somebody whisper please adore me
But when I looked that moon had turned to gold
Blue moon, now I'm no longer alone
Without a dream in my heart
Without a love of my own
Without a love of my own
Blue moon
(quando descobrir a versão da Amália Rodrigues, coloco aqui. Adoro essa versão.)
1 de abril de 2009
Sismo nos Açores
O sismo que ocorreu hoje nos Açores trouxe-me à memória uma história (agora) hilariante que se passou em Faro, há muitos anos, nos meus idos tempos de estudante gambelina. Eu vivia na casa de uma amiga, a Spaurus Aurata (ou boca de esgoto, como mais tarde passou a ser conhecida e não me perguntem porquê). Por lá passavam vários amigos e amigas para sessões de estudo e farra. Ora numa dessas sessões, que por acaso era de estudo, vivi a minha primeira experiência sísmica (da segunda e última experiência do género darei conta num futuro post).
Estávamos, portanto, numa intensa noite de estudo, eu com a Zá na sala e a "boca" com o "não sei quem" (estou a ver-lhe a cara mas na ma lembra do nome), um amiguinho com sérios problemas de olfacto, no quarto dela.
Ora, de repente, olhei para a televisão e vi-a tremer! Isso, vi-a tremer! Levei uns instantes a perceber que aquilo era, de facto, um sismo...olhei para a zá, a zá olhou para mim e...zás...toca de correr para nos metermos debaixo da porta da sala, ou seja, a porta que estava mais longe do quarto da "boca".
Que felizmente não aconteceu nada, a não ser um valente susto para todos. Mas devo confessar que considerei esta experiência muito "estranha" e causou-me medo, um medo daqueles que as pessoas sentem quando estão totalmente impotentes para resolver o problema, quando nos sentimos totalemente sem controlo da situação e à mercê ... iac... nada agradável, mesmo!
Primeiro tenho que explicar como era a planta da casa: tinha um corredor comprido, ao longo de qual se distribuiam as outras divisões, o wc e o quarto da "boca" (só para abreviar) numa ponta, depois o meu quarto, logo a seguir a cozinha e, na outra ponta, a sala.
Estávamos, portanto, numa intensa noite de estudo, eu com a Zá na sala e a "boca" com o "não sei quem" (estou a ver-lhe a cara mas na ma lembra do nome), um amiguinho com sérios problemas de olfacto, no quarto dela.
Ora, de repente, olhei para a televisão e vi-a tremer! Isso, vi-a tremer! Levei uns instantes a perceber que aquilo era, de facto, um sismo...olhei para a zá, a zá olhou para mim e...zás...toca de correr para nos metermos debaixo da porta da sala, ou seja, a porta que estava mais longe do quarto da "boca".
Pois qual não é o meu espanto quando olho para o lado e vejo duas alminhas a correr desalmadamente para se refugiarem...onde? alguém adivinha?Isso, debaixo da mesma porta que já estava ocupada por duas pessoas, eu e a zá (a zá era um espeto mas eu nem tanto!)! Aquelas criaturas desaustinadas correram ao longo de todo o corredor, atravessaram uma, duas, três, quatro portas.... para se virem colocar debaixo da NOSSA portinha de estimação.
Que felizmente não aconteceu nada, a não ser um valente susto para todos. Mas devo confessar que considerei esta experiência muito "estranha" e causou-me medo, um medo daqueles que as pessoas sentem quando estão totalmente impotentes para resolver o problema, quando nos sentimos totalemente sem controlo da situação e à mercê ... iac... nada agradável, mesmo!
Euribor, a Krida!
Há tempos publiquei um post a queixar-me da euribor da treta porque, enquanto via toda a gente contente com as baixas das prestações, a minha tinha subido!!! Pois é, mas a minha prestação subiu em Janeiro (já sei porquê, porque tenho crédito bonificado...) e... BAIXOU...em Março! Viva! A prestação baixou mesmo e, contrariamente ao que previ, diminuiu mais do que subiu! Minha rica euriborzinha :-)
Espero poder contar contigo novamente daqui a seis meses, minha kridinha :-)
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