24 de novembro de 2014

Sonho

Numa frase, o meu sonho de hoje explica-se assim: abandonei a minha irmã mais nova à sorte/azar de uma catástrofe natural.

Da janela do meu prédio posso ver a tempestade, está escuro e chove muito. Tanta chuva que a água no parque de estacionamento faz os carros flutuar. Ao longe, vinda da praia (este prédio do meu sonho fica "prantado" mesmo frente à praia, e vivóluxo!) vejo uma enorme onda que se aproxima. Mas lá, de onde vem a onda, não só há mar como também grandes estruturas metálicas que parecem enormes gruas e uma delas vem andando, como se fosse um robot gigante, de forma descontrolada, empurrada pela água, na nossa direcção.

Eu, a minha mãe e a minha irmã mais velha, desatamos a correr, a fugir, para nos protegermos atrás dos outros prédios do bairro, mais afastados da linha da costa. Mas a irmã mais nova continua a dormir e, para que não acorde e não se interrompa o seu sono, não foge connosco.

A grua estampa-se contra o prédio que, apesar do embate, se aguenta estoicamente, ainda que meio escavacado. Regressamos a casa para ver se a miúda ainda está viva. Subo as escadas e tudo abana…e ela lá está, ainda a dormir como se não tivesse acontecido nada. E depois acordo.

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